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Nossos Videos (Parte 10);Sid&Nessa- Nosso Casamento Maio 2012 -




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Momentos tão bonitos de Nós Dois....e a cada hora vamos sempre lembramos e vivemos....




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Nosso Videos; Nosso Batismo nas Águas; Sid&Nessa 2011





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Curiosidades parte Nº 1; As 10 Melhores Curiosidades sobre o Beijo.

1. Os romanos tinham 3 tipos de beijos: o basium, trocado entre conhecidos; o osculum, dado apenas em amigos íntimos; e o suavium, que era o beijo dos amantes. Os imperadores romanos permitiam que os nobres mais influentes beijassem seus lábios, enquanto os menos importantes tinham de beijar suas mãos. Os súditos podiam beijar apenas seus pés.
2.  Antigamente, na Escócia, o padre beijava os lábios da noiva no final da cerimônia de casamento. Dizia-se que a felicidade conjugal dependia dessa benção em forma de beijo. Depois, na festa, a noiva deveria circular entre os convidados e beijar todos os homens na boca, que em troca lhe davam algum dinheiro.
3. Na Rússia, uma das mais altas formas de reconhecimento oficial era um beijo do czar. No século XV, os nobres franceses podiam beijar qualquer mulher que quisessem.
4.  Na Itália, entretanto, se um homem beijasse uma donzela em público naquela época era obrigado a se casar com ela imediatamente.
5. Beijo francês é aquele em que as línguas se entrelaçam. A expressão foi criada por volta de 1920.
6. Na linguagem dos esquimós, a palavra que designa beijar é a mesma que serve para dizer cheirar. Por isso, no chamado “beijo de esquimó″, eles esfregam os narizes.7. Em 1909, um grupo de americanos que consideravam o contato dos lábios prejudicial à saúde criou a Liga Antibeijo.
8.  Boatos no final do século XIX atribuíam à estátua do soldado italiano Guidarello Guidarelli, obra do século XVI assinada por Tullio Lombardo, o poder de arranjar casamentos fabulosos a todas as mulheres que a beijassem. Desde então, mais de 7 milhões de bocas já tocaram a escultura em Veneza.
9. Por causa do chefe de polícia de Tóquio, que achava o ato de beijar sujo e indecoroso, foram apagados dos filmes norte-americanos mais de 243.840 metros de cenas de beijos.
10. Oliver Cromwell, no século XVII, proibiu que fossem dados beijos aos domingos na Inglaterra. Os infratores eram condenados à prisão.
 Fonte: amemais.net
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Ah... O Amor!


Acho uma pena que falar em coração tenha se tornado uma coisa tão antiga.
Mas o fato é que tornou-se.
Coração dilacerado, coração em pedaços, coração na mão...
Sentimos tudo isso, mas a verbalização soa piegas.
E, no entanto, estamos falando dele, do nosso órgão mais vital, do nosso armazenador de emoções, do mais forte opositor do cérebro, este sim, em fase de grande prestígio.
O que está em alta?
Inteligência, raciocínio, lógica, perspicácia!
Gostamos de pessoas que pensam rápido, que são coerentes, que evoluem, que fazem os outros rirem com suas ironias e comentários espertos.
Toda essa eficiência só corre risco de desandar quando entra em cena o inimigo número 1 do cérebro: o coração.
É o coração que faz com que uma super mulher independente derrame baldes de lágrimas por causa de uma discussão com o namorado.
É o coração que faz com que o empresário que precisa enxugar a folha de pagamento relute em demitir um pai de família.
É o coração que faz com que todos tremam seus queixinhos quando o Faustão põe no ar o quadro arquivo confidencial!
Eu gostaria que o coração fosse reabilitado, que a simples menção dessa palavra não sugerisse sentimentalismo barato, mas para isso é preciso tratá-lo com o mesmo respeito com que tratamos o cérebro, e com a mesma economia.
Se a expressão "beijo no coração" é considerada "over", voltemos a ser simples.
Mandemos beijos e abraços sem determinar onde; quem os receber, tratará de senti-los no local adequado.



Martha Medeiros

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10 frases que o homem ideal não deve dizer

Nenhuma mulher gosta de ser mal tratada, mas algumas vezes não somos conscientes quando isso acontece e acabamos nos envolvendo com quem nos faz sofrer. Um homem que faz você lembrar constantemente dos seus defeitos, faz sentir-se inferior e que humilha enquadra-se numa das situações citadas abaixo: 
Você já passou por uma situação dessas? Conte sua história 

- Ele tem um enorme complexo de inferioridade;
- Precisa de um pouco mais de educação; 
- Ele não gosta de você. 

Não tente justificar as atitudes dele dizendo que elas são para o seu bem, já que você sabe quais os pontos fracos que possui. Tenha claro que quem está apaixonado tenta sempre fazer com que a outra pessoa sinta-se bem, sem ter "fixação" pelos defeitos. 

Esse decálogo de "frases bomba" podem servir para você perceber se ele é o homem certo. Se da boca dele saem habitualmente mais de cinco frases como as relacionadas abaixo, talvez ele não seja a sua "metade da laranja". Responda as questões e some o resultado no final para saber em qual caso você se enquadra! 

1. Você está gorda, prefiro as mais magras
E ele, tem um corpo perfeito, magro e musculoso? Suspeitamos que não. E você, responde dizendo que ele também precisa emagrecer e que o corpo dele não a agrada? Também suspeitamos que essa não seja a sua resposta. Não deixe ninguém criticar seu corpo dessa maneira, esse estrago gratuito pode criar um verdadeiro complexo, e ainda gerar inseguridade. 
- Conte 1 ponto se ele diz isso habitualmente e 2 se faz isso além de tudo em público. 

2. Você é desinformada, só diz besteiras
Ele diz essas coisas quando estão com amigos, familiares ou outras pessoas? Você fica sempre calada por ter medo de dizer uma besteira ou algo ridículo? Não permita que isso aconteça, o ridículo é ele, além de mal educado e limitado intelectualmente. 
Uma pessoa verdadeiramente inteligente nunca a fará sentir inferior aos outros. Não caia no erro de se deixar ridicularizar por ele, se esse for o caso deixe-o. 
- Some 1 ponto ao teste se a tua resposta foi afirmativa nessa questão. 

3. É "grudenta" e me aborrece
Se ele diz isso, está claro que não merece a atenção que você dá. Se está deprimido e rejeita as demonstrações de carinho ou precisa de mais independência que fale sobre o que está sentindo, mas dar-se ao luxo de magoar alguém que se preocupa com os outros é um ato de prepotência. O melhor a fazer com esse tipo de pessoa é deixar de demonstrar o carinho e preocupação que vinha tendo até então, para que ele perceba como era importante a atenção que recebia. 
- Isso acontece com você? Some mais 1 ponto e procure por alguém que goste de ser bem tratado e que cuide de você. 

4. Não gosto dos seus amigos e familiares
Existem homens que não têm nenhum tipo de receio e dão palpites sobre sua família e amigos. Essas pessoas faziam parte da sua vida antes que ele chegasse e merecem respeito. Opinar e fazer juízo sobre eles pode colocar uns contra os outros. Mesmo que existam motivos, não é a forma correta de agir. Se você está segura das pessoas que a rodeiam, não permite que ele a afaste deles. 
- Conte 1 ponto se ele faz esse tipo de manobras. 

5. Não use isso, não saia assim, "se cubra"
Ele diz como você deve vestir-se para sair? Não caia nesse golpe. Esse tipo gosta de andar com uma mulher que se veste comportadamente, mas em compensação não deixa de olhar para as outras ao redor. É o ciumento por excelência.
Não mude sua forma de vestir nem deixe de ser como é. Não sinta culpa por estar bonita. Na realidade ele age assim por ter medo que você encontre outro, além do que não se sente tão bem como você. Não dê espaço para esse tipo de atitude, ou será o princípio do fim. Quem quer bem quer vê-la bela. 
- Some 1 ponto se ele controla tudo o que você veste. 

6. Você não é nada sem mim, não serve para nada
Se ele fala esse tipo de coisas, abra os olhos, são os argumentos típicos de quem maltrata e humilha. Se você o conheceu recentemente, melhor livrar-se dele. Se estão juntos faz tempo, não tenha receio de pedir ajuda. Você diria algo assim para o companheiro, um amigo? Não deixe que ninguém lhe diga isso. Esse tipo de homem tem um grande complexo de inferioridade que precisa esconder mostrando-se forte e poderoso com alguém que se deixa manipular. E uma mulher apaixonada é a melhor presa. 
- Some 3 pontos se vive essa situação. 

7. Que gata está essa garota, que corpo ela tem, que bonitas estão suas amigas
Todos esses elogios deveriam ser ditos para você. Um homem que fala de outras mulheres o tempo todo diante da sua companheira ou tem pouco "tato" ou pouca educação. Ou pior, está tentando provocar ciúmes porque não se sente suficientemente amado ou não gosta tanto assim que nem tenta mais disfarçar diante de você. É muito imaturo e mal educado ao ter atitudes assim. 
- Se está com alguém assim, some 2 pontos na contagem. 

8. Ou os ex-namorados ou eu
Ele fica histérico cada vez que você passa um tempo com ex-namorados ou até com amigos? Faz chantagem emocional que você não gosta dele só porque tem amizades masculinas? Se está claro que é apenas amizade e nem você ou o ex vão ter "recaídas", não deixe de conviver com pessoas que são importantes por alguém que acabou de chegar em sua vida. Se ele gosta de verdade de você vai aprender a respeitar sua independência. 
- Some 1 ponto se ele proíbe que veja seus ex-namorados. 

9. Você teve um acidente de carro ... e ele só perguntou sobre o veículo?
Mesmo que isso pareça piada, não é tão raro de acontecer. Se alguma vez você se envolveu em um acidente de carro ou outro tipo de incidente e ele não perguntou como você estava, o melhor é cair fora dessa relação. Tudo bem que ele goste do carro, da moto, do IPod ... mas não mais que de você. Se um objeto importa mais que a namorada é um péssimo sinal. 
- Se esse é o seu caso, some 1 ponto. 

10. Minha mãe cozinha e cuida da casa melhor que você
Então ele que vá morar com a mãe! Esse é o típico machista, daqueles que não gosta de dividir as tarefas domésticas. Cuidado, ou você vira assistente dele ou outra mãe. 
- Adicione 2 pontos se ele diz esse tipo de coisa. 

Resultados
» 0 pontos - esse é um homem único, que adora você. 
» De 0 a 5 pontos - ninguém é perfeito. De vez em quando ele pode não ser o homem mais delicado do mundo, mas isso não significa que não gosta de você. 
» De 5 a 10 pontos - você merece ser tratada de uma maneira melhor, não se contente com tão pouco. 
» Mais de 10 pontos - você não deveria apenas deixá-lo, mas também espalhar a foto dele para que nenhuma outra mulher caia nessa "furada".


Fonte: petaladerosa.com.br
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Pensamento do Dia; É possível agrademos a todos?



Muitas pessoas se comportam da forma que imaginam que agradará a todos.
Esta metáfora nos fala da impossibilidade de realizar este objetivo e sobre
a necessidade de confiarmos em nosso julgamento interno.

Reflitam!!

Em pleno calor do dia um pai andava pelas poeirentas ruas de Keshan junto com seu filho e um jumento.
O pai estava sentado no animal, enquanto o filho o conduzia, puxando a montaria com uma corda.
"Pobre criança!", exclamou um passante, "suas perninhas curtas precisam esforçar-se para não ficar para trás do jumento.

Como pode aquele homem ficar ali sentado tão calmamente sobre a montaria, ao ver que o menino está virando um farrapo de tanto correr.

O pai tomou a sério esta observação, desmontou do jumento na esquina seguinte e colocou o rapaz sobre a sela.
Porém não passou muito tempo até que outro passante erguesse a voz para dizer:
-Que desgraça! O pequeno fedelho lá vai sentado como um sultão, enquanto seu velho pai corre ao lado.
Esse comentário muito magoou o rapaz, e ele pediu ao pai que montasse também no burro, às suas costas.

Já se viu coisa como essa?, resmungou uma mulher usando véu. Tamanha crueldade para com os animais!

O lombo do pobre jumento está vergado, e aquele velho que para nada serve e seu filho abancaram-se como seu o animal fosse um divã.

Pobre criatura! "Os dois alvos dessa amarga crítica entreolharam-se e, sem dizer palavra, desmontaram.

Entretanto mal tinham andado alguns passos quando outro estranho fez troça deles ao dizer:

-Graças a Deus que eu não sou tão bobo assim!
Por que vocês dois conduzem esse jumento se ele não lhes presta serviço algum, se ele nem mesmo serve de montaria para um de vocês?

O pai colocou um punhado de palha na boca do jumento e pôs a mão sobre o ombro do filho.

"Independente do que fazemos", disse, sempre há alguém que discorda de nossa ação.
Acho que nós mesmos precisamos determinar o que é correto".
Queridos Amigos!!

Jamais iremos agradar a todos, mesmo porque cada um tem sua própria maneira de ver as coisas, cada um tem sua opinião. Não é mesmo?! A unica coisa que devemos pensar em agradar mesmo é o nosso coração, afinal de contas a felicidade depende apenas de nós mesmos.

Fonte: Velho sábio
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Mundo Magico; (Parte Nº 1) A fábula do Rato

Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo no tipo de comida que haveria ali. 

Ao descobrir que era uma ratoeira ficou aterrorizado. 

Correu ao pátio da fazenda advertindo a todos: 

- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa !!

A galinha disse: 

- Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.

O rato foi até o porco e disse: 

- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira !

- Desculpe-me Sr. Rato, disse o porco, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser orar. Fique tranqüilo que o Sr. Será lembrado nas minhas orações.

O rato dirigiu-se à vaca. E ela lhe disse: 

- O que ? Uma ratoeira ? Por acaso estou em perigo? Acho que não !

Então o rato voltou para casa abatido, para encarar a ratoeira. Naquela noite ouviu-se um barulho, como o da ratoeira pegando sua vítima. 

A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego. 

No escuro, ela não viu que a ratoeira havia pego a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher… O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre. 

Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha. O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal. 

Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la. 

Para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco. 

A mulher não melhorou e acabou morrendo. 

Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca, para alimentar todo aquele povo. 

“Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se que quando há uma ratoeira na casa, toda fazenda corre risco. O problema de um é problema de todos.”
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Lição sobre a Vida (Parte Nº 1), Linda História Chinesa.

Uma velha senhora chinesa possuía dois grandes vasos, 
cada um suspenso na extremidade de uma vara que ela carregava nas costas.

Um dos vasos era rachado e o outro era perfeito.
Este último estava sempre cheio de água ao fim da longa caminhada da torrente até a casa, enquanto aquele rachado chegava meio vazio.

Por longo tempo a coisa foi em frente assim, com a senhora que chegava em casa com somente um vaso e meio de água.

Naturalmente o vaso perfeito era muito orgulhoso do próprio resultado e o pobre vaso rachado tinha vergonha do seu defeito, de conseguir fazer só a metade daquilo que deveria fazer.

Depois de dois anos, refletindo sobre a própria amarga derrota, falou com a senhora durante o caminho: 
'Tenho vergonha de mim mesmo, porque esta rachadura que eu tenho me faz perder metade da água durante o caminho até a sua casa...'

A velhinha sorriu:

'Você reparou que lindas flores tem somente do teu lado do caminho? 
Eu sempre soube do teu defeito e portanto plantei sementes de flores na beira da estrada do teu lado e todo dia, enquanto a gente voltava, tu as regavas.

Por dois anos pude recolher aquelas belíssimas flores para enfeitar a mesa.
Se tu não fosses como és, eu não teria tido aquelas maravilhas na minha casa.

Cada um de nós tem o próprio específico defeito. 
Mas o defeito que cada um de nós tem é que faz com que nossa convivência seja interessante e gratificante.

É preciso aceitar cada um pelo que é e descobrir o que tem de bom nele.'
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História do Dia; Amor sem ilusão

Conta-se que um jovem caminhava pelas montanhas nevadas da velha Índia, absorvido em profundos questionamentos sobre o amor, sem poder solucionar suas ansiedades. 
Ao longo do caminho, à sua frente, percebeu que vinha em sua direção um velho sábio. E porque se demorasse em seus pensamentos sem encontrar uma resposta que lhe aquietasse a alma, resolveu pedir ao sábio que o ajudasse. 


Aproximou-se e falou com verdadeiro interesse: - Senhor, desejo encontrar minha amada e construir com ela uma família com bases no verdadeiro amor. - Todavia, sempre que me vem à mente uma jovem bela e graciosa e eu a olho com atenção, em meus pensamentos ela vai se transformando rapidamente.- Seus cabelos tornam-se alvos como a neve, sua pele rósea e firme fica pálida e se enche de profundos vincos. - Seu olhar vivaz perde o brilho e parece perder-se no infinito. Sua forma física se modifica acentuadamente e eu me apavoro. 
- Desejo saber, meu sábio, como é que o amor poderá ser eterno, como falam os poetas? 
Nesse mesmo instante aproxima-se de ambos uma jovem envolta em luto, trazendo no rosto expressões de profunda dor. Dirige-se ao sábio e lhe fala com voz embargada: - Acabo de enterrar o corpo de meu pai que morreu antes de completar 50 anos. - Sofro porque nunca poderei ver sua cabeça branca aureolada de conhecimentos. Seu rosto marcado pelas rugas da experiência, nem seu olhar amadurecido pelas lições da vida. - Sofro porque não poderei mais ouvir suas histórias sábias nem contemplar seu sorriso de ternura. - Não verei suas mãos enrugadas tomando as minhas com profundo afeto. 
Nesse momento o sábio dirigiu-se ao jovem e lhe falou com serenidade: - Você percebe agora as nuanças do amor sem ilusões, meu jovem? - O amor verdadeiro é eterno porque não se apega ao corpo físico, mas se afeiçoa ao ser imortal que o habita temporariamente. - É nesses sentimentos sem ilusões nem fantasias que reside o verdadeiro e eterno amor. A lição do velho sábio é de grande valia para todos nós que buscamos as belezas da forma física sem observar as grandezas da alma imortal. O sentimento que valoriza somente as aparências exteriores não é amor, é paixão ilusória. O amor verdadeiro observa, além da roupagem física que se desgasta e morre, a alma que se aperfeiçoa e a deixa quando chega a hora, para prosseguir vivendo e amando, tanto quanto o permita o seu coração imortal. Pense nisso! 

As flores, por mais belas que sejam, um dia murcham e morrem... Mas o seu perfume permanece no ar e no olfato daqueles que o souberam guardar em frascos adequados. O corpo humano, por mais belo e cheio de vida que seja, um dia envelhece e morre. Mas as virtudes do espírito que dele se liberta continuam vivas nos sentimentos daqueles que as souberam apreciar e preservar, no frasco do coração.
Fonte: velhosabio.com.br
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Carta de Amor! Sid para Nessa 2012



Hoje é uma dia hiper Importante para mim, eu não buscou ou estou lutando por bens do mundo, contudo por o melhor que Deus deixou em nossas mãos ...OS SENTIMENTOS... hoje dia 12 de Dezembro 2012, estou realizando 07 Meses de União em corpos, Vidas e sentimentos com Vanessa Cardoso e Vanessa Cardoso Minha amiga, Irmã, Esposa e um ser humano único em minha vida...não existem dúvidas para mim que o casamento é de origem divina e com base em Deus (Somente em Deus) tudo vai bem...meu passado mostrou que Casamento por motivos errados ou só por amor, em algum momento vai a ruínas....Casamento é muito mais que Amor, contudo é hiper importante que exista o amor e junto dele venha a fé, carinho e a certeza que este projeto vem de Deus e não é um simples contrato com a humanidade acredita...brigas existem, mas são sempre para o bem....
Deus

Vamos valorizar em espirito e em verdade os BONS SENTIMENTOS...já pensou se todos os pensamentos do mundo p
or 1 segundo estivessem em Deus e seu bons sentimentos? 

Te Amo Vanessa Cardoso..Minha NESSA!


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Documentário; O Casamento e o Amor na Idade Média



O Casamento e o Amor na Idade Média

Fonte: http://www.milenio.com.br/ingo/ideias/hist/casament.htm

INTRODUÇÃO
Até hoje foram escritas muitas obras relativas ao casamento na Idade Média. Mas atualmente um aspecto relativo ao casamento vem ganhando importância: a existência ou não de um sentimento que une os cônjuges, hoje conhecido como o amor. Os casamentos medievais envolviam algum sentimento afetivo entre os cônjuges? Uma questão muito difícil de responder. Grande parte das obras sobre casamento muitas vezes não dedicam duas páginas sequer ao assunto e, se o fazem, tratam-no muito vagamente, não dando a devida importância, referindo-se apenas às obras sobre o amor cortês que, como veremos adiante, não representava fielmente a realidade, era apenas uma literatura.
Como escreveu James Casey:

"Este é um tema importante, mas que pode ser afastado simplesmente com o argumento de que é periférico com relação à "realidade" do casamento arranjado, ou de que é muito difícil de investigar cientificamente, dadas as suas ambigüidades."[1]

Realmente o casamento arranjado exerceu uma maior influência nas sociedades da Idade Média, mas numa pesquisa não se pode deixar de lado a realidade. Ignorar o amor no casamento seria fechar os olhos para uma minoria, a qual não exerceu papel tão importante quanto a maioria (casamentos arranjados), mas que fez parte do passado, portanto tem a sua história.
Ainda com James Casey:

"A conduta moral não é um ramo autônomo do comportamento humano, mas precisa ser associada ao contexto social, àquelas estruturas econômicas e políticas que modelam e limitam seu desenvolvimento."[2]

Portanto os fatos não acontecem por acaso. Estão envolvidos no contexto de sua época e, assim, merecem importância desde o maior até o menor para poder-se entender a sociedade do passado em aspectos cada vez mais exatos.
Para entender melhor o amor no casamento existem vários temas específicos que, se forem analisados, podem fornecer boas conclusões. A questão do dote, da herança, as limitações e influência da Igreja, o relacionamento entre os cônjuges, os raptos, a fidelidade, o incesto, as condições das núpcias são alguns dos temas que ajudaram bastante na interpretação do amor medieval e a conseqüente conclusão deste trabalho.

Há de se ressaltar que a bibliografia consultada baseia-se em registros das classes mais altas. Mesmo assim não há abundância de documentos. Os príncipes tinham pessoas que relatavam suas grandes realizações e aí o amor entra poucas vezes. E essas poucas vezes são bastante deturpadas pois se um desses escritores quisesse deturpar a imagem de um príncipe dizia que este era dominado pela esposa, desvirilizado, destituído de sua necessária preeminência e tudo isso devido à sua imaturidade. Caso os escritores fossem favoráveis a um príncipe, este é retratado como alguém que sente grande afeição pela esposa, sempre bela, sempre nobre e por ele deflorada e, quando esta morre, o viúvo fica desolado.
Desse modo não é possível determinar até que ponto o amor existia, afinal uma pessoa, apesar de ser alvo de críticas, na verdade poderia amar sua esposa e vice-versa. Sendo assim esses textos têm um sentido "ideológico" que deturpam toda a imagem de alguém - inclusive na vida afetiva, conseqüentemente na vida pública - ou exaltam-na.[3]

SÉCULOS IX e X
Nos séculos IX e X as uniões matrimoniais eram constantemente combinadas, sem o consentimento da mulher que, na maioria das vezes era muito jovem. Sua pouca idade era um dos motivos da falta de importância que os pais davam à sua opinião. Diziam que estavam conseguindo o melhor para ela. Essa total falta de importância dada à opinião da mulher resultava muitas vezes em raptos. Como o consentimento da mulher não era exigido, o raptor garantia o casamento e ela deveria permanecer ligada a ele, o que era bastante difícil pois os homens não davam importância à fidelidade. Isso acontecia, talvez principalmente pelo fato de a mulher não poder exigir nada do homem e de não haver uma conduta moral que proibisse tal ato.
Outras vezes o rapto serviu como um meio de fugir dos casamentos arranjados. A jovem que tinha um casamento já marcado forçosamente, sem seu consentimento, com um homem que sequer conhecia, simulava um rapto fugindo com seu homem desejado e acabavam por casarem-se e, mais tarde, o fato às vezes chegava a ser reconhecido pelas famílias. É inegável aí a existência do atractio, uma atração entre o casal. A fuga de um casamento forjado era algo grave para as famílias pois envolvia muitas riquezas, portanto deveria haver um forte motivo para os fugitivos.
As etapas de um casamento normal, que não envolvia raptos, nos séculos IX e X eram as seguintes:



Petitio - pedido da noiva pelos pais do noivo
Desponsatio - o entendimento das famílias sobre a ligação de seus filhos
Dotatio - entendimento sobre o dote
Traditio - entrega da jovem ao seu noivo pelos pais
Publicae nuptiae - cerimônia do casamento
Copula carnalis - união carnal



Essas etapas eram feitas entre os pais. O desponsatio pode ser entendido como um noivado, mas sempre sem consentimento algum nessa época, pois os filhos eram ainda crianças, com cerca de sete anos de idade, sem idade para decisões. Os acertos sobre o dote eram feitos no dotatio e também ficava estipulado que, após as crianças crescerem e atingirem a idade de tomar suas próprias decisões, se o casamento não se realizasse por rebeldia de algum, haveria uma espécie de multa paga pela família da pessoa que desistisse do casamento. Isso constituía mais uma pressão sobre os futuros noivos para a realização do casamento. Portanto, casamento era uma questão resolvida entre os pais (homens, sem as mães). A entrega da jovem (traditio) acontecia anos após as três primeiras etapas, quando as crianças já tivessem atingido a idade de aproximadamente doze ou quatorze anos. Então a cerimônia era feita e após isso realizava-se a união carnal. Havia também a possibilidade do casamento ser arranjado entre o pai da noiva e um cavaleiro, que seria o futuro noivo. Tudo isso era um obstáculo para o surgimento da caritas (caridade) no casamento, principalmente pela ausência total da importância da opinião da noiva.
Nessa época, a Igreja ainda não participava efetivamente dos casamentos. Devido a essa falta de regulamentação eclesiástica, teólogos e pastores carolíngios davam maior importância ao ato sexual, isto é, à última etapa do casamento, a copula carnalis.
Hincmar, bispo de Reims dizia que "sem a cópula não existe casamento". Mesmo considerando que a seqüência deveria ser respeitada, essa importância dada à cópula acabava favorecendo os raptos pois bastava aos raptores terem uma relação sexual com a mulher para consolidarem os laços matrimoniais.
Pode-se perceber neste período da Idade Média a falta de importância do amor no casamento. Sem uma instituição efetivamente participativa na vida social das pessoas - como a Igreja será nos séculos seguintes - , ou sem uma regra estabelecida, o casamento era feito de qualquer modo, apenas obedecendo à seqüência do petitio à copula carnalis, caso não houvesse um rapto.
O mais importante aí era casar-se com alguém de mesmo nível social ou mais alto para poder aumentar as riquezas das famílias e, conseqüentemente exercer maior poder.



A EVOLUÇÃO DO AMOR

A Reforma Gregoriana (1050 - 1215) mudou rapidamente o comportamento da Igreja frente a vários aspectos, inclusive os casamentos. Aconteceram várias discussões para decidir as concepções que a Igreja teria acerca de certos assuntos. Sobre o casamento houve, entre outros, o debate entre os clérigos Pedro Lombardo e Graciano.
O primeiro defendia a idéia de que o casamento deveria ser um contrato, as palavras ditas à frente de testemunhas na hora do casamento é que deviam unir o casal. As promessas e palavras ditas antes do casamento não efetuavam a união dos cônjuges.
O segundo, Graciano, dizia que a intenção é mais importante que as palavras, portanto a união poderia realizar-se mesmo antes do casamento. A promessa de um casamento e a relação sexual já equivaleriam ao matrimônio.
Finalmente, no Concílio de Latrão (1215) foi decidido que o casamento seria um contrato público, idéia defendida por Pedro Lombardo. Porém a intenção era vista como aspecto mais importante, como dizia Graciano. Um exemplo disso é que os casamentos realizados secretamente passaram a ser considerados válidos, apesar de ilegais, isto é, a intenção aí realizava o matrimônio, mesmo sendo um meio ilegal.
Outra atitude tomada pela Igreja durante as reformas, relativa ao casamento, é estabelecer-se como a única instituição a legislar e julgar sobre a matéria. Assim, várias concepções laicas são extintas para dar lugar à concepção eclesiástica. Uma dessas mudanças é a condição do casamento. No final do século XI e no século XII o consentimento mútuo do casal passa a ser exigido pela Igreja. "Teólogos, canônicos, moralistas, todos os pensadores dos anos 1100 - 1140, raramente unânimes no resto, concordaram pelo menos, maioritariamente, neste ponto: o consentimento era absolutamente prioritário quer aos ritos sagrados, quer à publicidade, até mesmo à cópula"[4]. Apesar disso a negação de um homem por parte da noiva poderia ser censurada facilmente e, mesmo contra sua vontade, acabava casando-se, por ordem do pai.[5]
Um meio mais eficaz para a mulher escapar de um casamento arranjado era seguir a vida religiosa. "Negavam [o casamento] por amor a Deus". Esse tipo de negação do casamento era "motivo de louvor, pois desejava a castidade"[6], algo de muita importância para a Igreja. Mas mesmo alegando o amor a Deus, muitas dessas mulheres também acabavam se casando.
Portanto, quando os pais da noiva estavam convictos da realização do casamento, não havia como escapar. Nem por vontade própria, dizendo que amava outro, nem através da religião, alegando amor a Deus. Pode-se, assim, perceber a permanência da falta de importância dada ao amor, seja entre cônjuges ou o amor de uma mulher por Deus
Com ou sem consentimento dos noivos, o casamento envolvia tanto leigos como eclesiásticos e ambos davam diferentes importâncias ao matrimônio. O modelo leigo visava a herança, levava em conta os bens dos cônjuges para não cair na pobreza futuramente. Relativo à herança observa-se o grande número de casamentos entre primos. Isso visava a concentração das riquezas de uma mesma família. Esse tipo de casamento exigia também, por parte das famílias, não ter muitos filhos, pelo mesmo motivo: não dissipar a riqueza da família. Quando houvesse mais de um filho, somente o primogênito tinha parte na herança, enquanto que os demais eram incentivados ao celibato transformando-se em monges ou cavaleiros.[7]
Porém a Igreja estabeleceu proibições ao casamento entre parentes, que ia a graus extremamente distantes, o que dificultava ainda mais a escolha do cônjuge. Após essa regra imposta pela Igreja pôde-se observar muitos casamentos realizados logo nos primeiros graus de consangüinidade permitidos, o que revela que o costume de casar parentes mais próximos possíveis não desapareceu e, apesar disso tudo, não se sabe até onde essas proibições foram levadas a sério[8]. Contudo, pode-se perceber aí a dificuldade de acontecer um casamento simplesmente por amor.

A Igreja tinha outra concepção para o casamento: reprimir o mal. Era uma forma de controle da devassidão dos leigos. Ela condenava o prazer nas relações sexuais e, portanto, considerava o casamento um mal menor, afinal dentro dele aconteciam as relações, porém, ao menos, sem prazer, apenas visando a procriação. Outra imposição da Igreja era a proibição das relações sexuais nos dias sagrados. Para conseguir essa proibição a instituição utilizava-se do medo das pessoas alegando que as crianças com anomalias eram concebidas em tais dias: "os monstros, os estropiados, todas as crianças doentias, sabe-se muito bem, foram concebidos na noite de domingo"[9].
De acordo com a Igreja, a alma e o corpo da mulher pertencem a Deus e a partir do momento em que ela se casa, o marido toma posse apenas do corpo, podendo, assim, fazer o que bem entender com ele. Já as mulheres não tomavam posse do corpo do marido, só lhes devia obediência total, o debitum, mais especificamente o dever de ter relações com seu marido. Apesar de contrariar a Igreja - pois esta condenava as relações sexuais que não objetivavam a reprodução - se a mulher recusasse o debitum ao marido, este teria um motivo para praticar o adultério, o que seria ainda mais grave. "O amor do marido por sua mulher se chama estima, o da mulher por seu marido se chama reverência"[10]. Nota-se aí um grande contraste nas relações entre marido e mulher. Um não deveria sentir o mesmo que o outro. Assim como as tarefas diárias, os sentimentos também eram divididos diferentemente entre homens e mulheres.

Além de tudo, as jovens recém-casadas saíam de casa com pouca idade para viverem com um homem que sequer conheciam e muitas vezes tinham que sujeitar-se às mais variadas violências e humilhações, eram repudiadas e abandonadas. Isso acontecia devido à inexperiência e desconhecimento completo das mulheres que não sabiam até que ponto deviam sujeitar-se aos maridos[11].
Os casos em que a mulher negava ter relações sexuais com o marido e este respeitava a postura de sua esposa eram motivo de risadas. O homem que não tinha relações com sua mulher nunca poderia ser considerado um senior.
O amor que deveria existir entre o casal, segundo a Igreja, era o amor ao próximo, a caridade, sem o desejo carnal. No século XII São Jerônimo dizia que "aquele que ama a sua mulher com um amor demasiado ardente é um adúltero"[12]. A união para satisfação do dever conjugal era considerada pecaminosa pois visava apenas o carnal, o desejo. O ideal seria a união numa intenção procriadora (superior), que multiplicaria os filhos de Deus.
Clérigos como Huguccio condenavam o prazer sentido até mesmo nas relações que visavam a procriação. Relações sexuais inadequadas eram consideradas antinaturais. Isto é, relações inadequadas eram aquelas feitas em posições sexuais que não favorecem a chegada do esperma até o óvulo, como por exemplo a mulher em posição vertical. A sodomia também era terminantemente proibida pela Igreja.

O casamento, portanto, não deveria ser o lugar para o amor carnal ou a paixão. Na realidade, casamento era uma instituição que visava a estabilidade de uma sociedade, servindo apenas para a reprodução e união de riquezas, assim, dando continuidade à estrutura. A partir do momento em que o amor aparece no casamento, esses pilares (reprodução e união de riquezas) passam a um segundo plano, ameaçando toda essa estrutura. Quando um casamento acontece simplesmente por amor, não há mais interesse a priori em reprodução ou união de riquezas.
Porém, segundo clérigos e monges, apesar das proibições da Igreja, a afeição, a ternura, o amor e a felicidade entre os cônjuges não eram prejudicados. Partiam do exemplo da Virgem Maria e José que, mesmo sem terem relações foram felizes, apenas amando-se, cooperando-se e sendo fiéis um ao outro. O amor verdadeiro, na opinião de monges e clérigos menos radicais, é aquele em que o sexo está na posição de subordinado, não prioritário, pois esse é o amor que aproxima-se da caridade, portanto, de Deus. O amor, a afeição, eram muito mais uma conseqüência do casamento do que uma causa[13].

O século XII é marcado por uma grande mudança em vários aspectos da Idade Média. O casamento e o amor não são excessões. Já pode-se observar mudanças nas concepções sobre o amor no casamento com o monge Bernardo de Clairvaux: "o amor não requer nenhum outro motivo, além de si mesmo, e não busca frutos. Seu fruto é o gozo de si próprio"[14]. Nesse mesmo período surgem as histórias do "amor cortês".
Essas histórias, ao mesmo tempo em que divulgam o amor carnal, material, também reforçam a imagem do amor proibido, e que, portanto, não deveria existir no casamento, considerado sagrado. "O amor cortês foi antimatrimonial"[15]. A exemplo do "Romance de Tristão e Isolda", o amor carnal existe, é mostrado durante quase todo o romance, porém esse amor tem um preço. Nenhum dos dois amantes podem viver juntos sem os perigos. Se querem livrar-se dos perigos devem separar-se e, a morte de ambos não aconteceria ao final se não tivessem envolvido-se. O amor na literatura "é algo de extraordinário poder, que termina por destruir as pessoas; não representa um modelo para a conduta social"[16]. "Este amor repleto e alegre, não será no elo institucional do casamento, sempre de acordo com nossos autores, que podemos encontrá-lo, salvo raras exceções. Evidentemente, o casamento impõe-se como uma instituição indispensável, e até feliz, mas não é o local do amor...Os amores preenchidos, os amores triunfantes, nos romances e nos contadores de histórias, são amores ilícitos, os da juventude e da beleza."[17] Assim, apesar de toda a divulgação do amor, ele continuou vivendo como "fora da lei".
De qualquer modo, o "amor cortês", na realidade, foi um meio de educar os cavaleiros, civilizá-los, apenas um jogo. A mulher servia simplesmente de "chamariz". O seu senhor utiliza-se dela para conduzir o jogo, oferecendo-a como o prêmio ao vencedor. Adjetivos como a fidelidade ao senhor são exaltados nessas histórias. Como um senhor muitas vezes tinha muitas mulheres, este era extremamente favorecido devido ao grande número de cavaleiros que ficavam às suas ordens. Assim, as histórias do "amor cortês" tinham como objetivo principal estabelecer uma conduta moral aos cavaleiros principalmente perante o senior.

Já na primeira parte do Roman de la Rose, escrito por Guillaume de Lorris, o amor dentro do casamento começa a ter lugar. O amor começava a ser uma condição boa para o casamento. Esposas infelizes, desprezadas começam a procurar consolação fora de casa, com outros homens. O mundo ia tornando-se mais liberal, mesmo que contra a vontade da Igreja. Adultérios, pecados entre cônjuges, contracepções, parecem acontecer com maior freqüência. Isso mostra uma exaltação dos sentimentos do indivíduo que para satisfazer-se corre atrás dos seus objetivos, mesmo indo contra a Igreja ou contra o comportamento social padrão.
Neste mesmo período a nobreza tem um enriquecimento e, assim, torna-se mais liberal perante os filhos. O medo de dissipar as fortunas devido ao grande número de filhos vai desaparecendo e as famílias começam a permitir o casamento dos filhos que não quisessem seguir a carreira eclesiástica.
Os cavaleiros perdem a exclusividade no manejo das armas. Pessoas mais simples aprendem a manejá-las, tornando-se mercenários e soldados que acabam sendo contratados pelos príncipes. A única diferença do cavaleiro passa a ser a capacidade de "praticar jogos do amor"[18].
Outra mudança importante no século XII é a "invenção" do casal, onde deveria haver uma cooperação, a amizade, "uma harmoniosa associação para gerir o negócio comum"[19], isto é, para gerir a casa, o espaço privado em que os sentimentos ganhavam espaço. Assim começava a nascer um sentimento entre os cônjuges. Tornava-se comum ver pessoas tristes pela morte do seu companheiro. "Há uma aproximação no seio do casal"[20].
A seleção de um marido não deixou de levar em conta o dote, o meio social do pretendente, a profissão, a qualidade de sua casa, a sua linhagem, mas a opinião da futura esposa tornava-se crucial para a realização ou não do casamento.



FINAL DA IDADE MÉDIA

Já nos fins da Idade Média, aproximadamente no século XV, na literatura, surgem casais que apesar de fazerem uso carnal do casamento, seguiam as normas da vida cristã e respeitavam suas regras. Esse tipo de atitude era aceitável, porém não era a ideal para a Igreja.
Apesar de algumas mudanças desde o século XII, e uma maior tolerância por parte da Igreja, nos finais da Idade Média o amor carnal continuou sendo condenado, visto como algo proibido, sobretudo dentro do casamento.
Essa concepção pode ser vista nas obras de Hieronymus Bosch (1450 - 1516). Aparentemente um homem bastante religioso, portanto, certamente, um defensor da visão eclesiástica. Suas obras foram feitas durante o fim do século XV e início do XVI, um período que marca o fim da Idade Média. Na sua Távola dos Sete Pecados Capitais e as Quatro Últimas Coisas (aproximadamente de 1490) a figura que representa a luxúria merece destaque. Nela aparecem, "os dois casais de amantes divertindo-se em uma tenda de rico brocado, entretidos em um jogo amoroso formal como prelúdio à expressão completa de sua paixão. O pecado mortal da luxúria, o pecado original pelo qual o homem foi essencialmente condenado, traz consigo a incitação adicional de prazer e dor, sugeridas pelo bobo e pelo palhaço. Outros símbolos são a lira, associada à música do amor, e o vinho, que flui livremente, libertando os amantes das restrições"[21].
Outra obra é O Carro de Feno, formado por três painéis. O primeiro representa o paraíso, o segundo a terra e o terceiro o inferno. No painel central encontra-se o carro de feno com alguns personagens em cima. "Dois casais de amantes ilustram o pecado sempre presente da luxúria. Ao seguirem a música, símbolo de auto-indulgência, nesta vinheta idílica, suas almas são contestadas pelo anjo em prece à esquerda e pela música sedutora do demônio à direita"[22]. Por trás dos amantes que estão em primeiro plano, "um segundo par de camponeses beija-se nos arbustos em um prelúdio bucólico ao ato de amor"[23]. Além disso, o carro de feno em que os amantes estão vai em direção ao terceiro painel, isto é, ao inferno.
Isso tudo mostra como a concepção do amor proibido permanecia forte nos finais da Idade Média. Até mesmo na Época Moderna o amor continuou a ser encarado como algo não muito bom e não chegou a ser tão importante para a realização de um casamento[24], apesar do consentimento ganhar cada vez mais espaço até tornar-se o principal passo para a união de um casal.



CONCLUSÃO

Através desse trabalho pode-se perceber que o amor, inicialmente, não tinha praticamente nenhuma importância para a realização de um casamento. Foi com a participação da Igreja que o amor teve a chance de manifestar-se através do consentimento, apesar deste não ser fator determinante para a realização ou não do casamento. Um tanto paradoxal esta proposição, pois a Igreja, ao mesmo tempo que começou com a idéia de consentimento, também proibiu o amor carnal no casamento. E, mesmo a Igreja sendo talvez a maior influência do mundo medieval, nem todos seguiam seus dogmas e foi, graças a isso, que o amor pôde aparecer mais e mais no decorrer do tempo.
As manifestações artísticas do século XII também ajudaram na popularização do amor carnal que, mesmo ainda não sendo retratado como algo bom, certamente acontecia na vida real. Seria absurdo dizer que todas as proibições da Igreja eram obedecidas. Como as leis atuais que são infringidas constantemente.
Apesar de uma maior escassez de informações sobre o amor no fim da Idade Média, pode-se constatar através das artes que a sua concepção não sofrera tantas modificações desde o século XII. E as poucas mudanças continuaram acontecendo mas sem nenhuma ruptura. A Idade Moderna, com todo o glamour das cortes continuou a banalizar o amor, passando a priorizar a imagem que o casamento exerceria frente às pessoas.

NOTAS
[1] CASEY, James. A história da família. São Paulo : Ática, 1992. p. 107.

[2] Id. Ibid. p. 108.

[3] DUBY, Georges. Idade Média, idade dos homens : do amor e outros ensaios. São Paulo : Companhia das Letras, 1989. p. 29.

[4] BERNOS, Marcel; LÉCRIVAIN, Philippe; RONCIÈRE, Charles de La; GUYNON, Jean. O fruto proibido. Lisboa : Edições 70. p. 108.

[5] DUBY, Georges. Idade Média, idade dos homens : do amor e outros ensaios. São Paulo : Companhia das Letras, 1989. p. 31.

[6] Id. Ibid. p. 31.

[7] CASEY, James. A história da família. São Paulo : Ática, 1992. p. 95.

[8] DUBY, Georges; ARIÈS, Philippe. História da vida privada, 2 : da Europa feudal à Renascença. São Paulo : Companhia das Letras, 1990. p. 128.

[9] DUBY, Georges. Idade Média, idade dos homens : do amor e outros ensaios. São Paulo : Companhia das Letras, 1989. p. 18.

[10] Id. Ibid. p. 58.

[11] Id. Ibid. p. 32.

[12] BERNOS, Marcel; LÉCRIVAIN, Philippe; RONCIÈRE, Charles de La; GUYNON, Jean. O fruto proibido. Lisboa : Edições 70. p. 111.

[13] DUBY, Georges. Idade Média, idade dos homens : do amor e outros ensaios. São Paulo : Companhia das Letras, 1989. p. 37.

[14] CASEY, James. A história da família. São Paulo : Ática, 1992. p. 121.

[15] LE GOFF, Jaques. A civilização do Ocidente medieval vol. 2. p. 117.

[16] CASEY, James. A história da família. São Paulo : Ática, 1992. p. 129.

[17] BERNOS, Marcel; LÉCRIVAIN, Philippe; RONCIÈRE, Charles de La; GUYNON, Jean. O fruto proibido. Lisboa : Edições 70. p. 141.

[18] DUBY, Georges. Idade Média, idade dos homens : do amor e outros ensaios. São Paulo : Companhia das Letras, 1989. p. 80.

[19] DUBY, Georges; ARIÈS, Philippe. História da vida privada, 2 : da Europa feudal à Renascença. São Paulo : Companhia das Letras, 1990. p. 152.

[20] Id. Ibid. Inf.

[21] COPPLESTONE, Trewin. Vida e obra de Hieronymus Bosch. Rio de Janeiro : Ediouro, 1997. p. 15.

[22] Id. Ibid. p. 48.

[23] Id. Ibid. Inf.

[24] BERNOS, Marcel; LÉCRIVAIN, Philippe; RONCIÈRE, Charles de La; GUYNON, Jean. O fruto proibido. Lisboa : Edições 70. p. 172.

BIBLIOGRAFIA

BERNOS, Marcel; LÉCRIVAIN, Philippe; RONCIÈRE, Charles de La; GUYNON, Jean. O fruto proibido. Lisboa : Edições 70.

CASEY, James. A história da família. São Paulo : Ática, 1992.

COPPLESTONE, Trewin. Vida e obra de Hieronymus Bosch. Rio de Janeiro : Ediouro, 1997.

DUBY, Georges. Idade Média, idade dos homens : do amor e outros ensaios. São Paulo : Companhia das Letras, 1989.

DUBY, Georges; ARIÈS, Philippe. História da vida privada, 2 : da Europa feudal à Renascença. São Paulo : Companhia das Letras, 1990.


LE GOFF, Jaques. A civilização do Ocidente medieval vol. 2.


INTERNET
http://www.humanas.ufpr.br/grad/historia/prolicen/prolicen.htm
Matrimônio : Religiosidade e controle na Alta Idade Média, por Juliana M. Moares
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